Passaporte na mão, sacola no ombro: hora de viajar!

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O Raul voltou para a sala estampando o carimbo de um país africano em seu passaporte, o que causou certo desejo nos colegas.

– Por que o meu carimbo não é da África? – indagou outra criança da turma.

Após um minutinho de conversa, percebeu que todos os lugares podem ser interessantes, e que não precisaria atravessar o oceano para descobrir histórias legais.

O livro Vizinho, Vizinha rendeu para ela o carimbo da “redondeza”, do bairro mesmo, e ela havia se divertido também.

Houve carimbo até da “República da Lua” no passaporte do Isaac pela leitura do livro O Mistério da Lua, de Sonia Junqueira.

 

Passaporte Literário

O Passaporte Literário é um dos projetos que tem movimentado a Biblioteca Eliana Mascarenhas, as crianças e as famílias do colégio: os alunos do 3º e 4º ano têm feito a retirada periódica de livros e a leitura em casa.

No passaporte – confeccionado especialmente para o projeto – há desafios e dicas para ajudá-los a explorar as nuances dos livros: de onde são os príncipes, os leões, os camelos, os castelos das histórias? Como seria recontar esta história com suas palavras?

Todos os desafios levam as famílias das crianças a embarcar juntos na viagem.

Segundo Roseli, bibliotecária e idealizadora do projeto, há uma curadoria em torno das obras para estimular as viagens pelo mundo. “Foram separadas histórias muito conhecidas, contos antigos como a Branca de Neve para que haja pesquisa, que descubram a origem dos contos e percebam como as histórias também viajaram para chegar aqui”, conta.

 

Sacola Literária

Do Jardim ao 2º ano, as crianças produziram as sacolas em que elas carregam os livros semanalmente. Elas também ganharam um caderno recheado de desafios para guiá-los pelas histórias.

Na última semana do mês, escolhem um livro que envolverá um desafio.

Para elas, as atividades são simples: podem identificar o personagem que mais gostaram e contar suas características. Ou contar a história para os pais e pedir que eles reescrevam como foi contada. Ou fazer um desenho do que imaginaram.

A biblioteca vive dias de euforia: do sentimento de estar viajando e descobrindo coisas, sabores, sotaques. E da descoberta do gosto pela leitura.

 

 

 

 

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