Objetivo da educação deve envolver autonomia dos estudantes

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Compartilhamos algumas ideias de quem viajou o mundo descobrindo escolas e iniciativas inovadoras, e promovendo uma educação transformadora e cheia de significado.

Em entrevista à Folha de São Paulo, em 21/02/2019, Mark Church, professor, palestrante e coautor do livro "Making Thinking Visible", do Project Zero, da Faculdade de Harvard, respondeu a questões sobre a educação brasileira e sobre a falta de recursos e incentivos. E se ainda seria possível ser otimista com o nosso futuro.

 

O professor elenca razões para acreditar que sim e lembra que, além dos recursos e da tecnologia de que as escolas dispõem, "há muitos professores fazendo o melhor para levar em conta que são seres humanos à sua frente e pensando sobre o que querem para eles agora e no futuro".

Mark Church já percorreu diversos países defendendo a "aprendizagem ativa", baseada no incentivo dos alunos a pensar e a ter autonomia. E expondo seu conceito de "pensamento visível", que explica dizendo não ser possível ensinar curiosidade durante uma aula, mas sim criar o hábito de que os estudantes façam perguntas e busquem o que está por trás das perguntas, para saber o que fazer em situações desconhecidas.

Abaixo, separamos alguns trechos que exemplificam suas ideias sobre educação (veja entrevista na íntegra).

 

APRENDIZAGEM ATIVA

"Eu estava em sala de aula, passava as lições e achava que meus alunos estavam aprendendo, porque entregavam as atividades feitas. Quando as crianças viravam a página das contas de multiplicação para a seguinte com um conjunto de problemas matemáticos, me perguntavam: tenho que multiplicar aqui? Meus alunos sabiam fazer, mas não reconheciam quando, como, onde e por que usar aquelas habilidades em novas situações. E estávamos apenas virando a página."

OBJETIVOS DA EDUCAÇÃO

"Para lecionar em qualquer contexto, deve-se pensar nos objetivos de longo prazo para nossos alunos e em como os preparamos para um futuro em que vão encarar grandes dilemas, terão grandes questões para tentar solucionar."

CULTURA PARA AUTONOMIA

"Não damos às crianças a chance de falhar. (...) Muitas vezes na escola, com boa intenção, nós, professores, assim que vemos os alunos fazendo um grande esforço para entender algo, queremos pular para salvá-los. Deve-se criar uma cultura para que se sintam seguros de arriscar, tentar. Mesmo que tenham equívocos, devemos deixá-los trabalhar a partir do erro, sem tentar salvá-los."

OTIMISMO NA VIDA

"Ver professores, mesmo com tantas dificuldades, fazendo o melhor para levar em conta que são seres humanos à sua frente e pensando sobre o que querem para eles agora e no futuro, me traz muito otimismo."

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