O que aprendi em uma aula proposta pelos alunos

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Por Victor Augusto

Em uma aula sobre o domínio dos Mares de Morros e a Mata Atlântica, os alunos do 3º ano do Ensino Médio sugeriram visitarmos a nossa Serra do Japi, já que ela faz parte desse imenso domínio. Nada mais justo, concordei! Enquanto discutíamos a possibilidade, disse que conhecia uma fazenda em Cabreúva, que possuía um espaço para camping, trilhas e uma linda cachoeira. A palavra “camping” soou como mágica para a possível aula-passeio. Mas não podia ser qualquer acampamento, tinha que ser um acampamento DE VERDADE!
Assim, saímos da escola no dia 06 de outubro para a experiência de um acampamento embalado por uma aula-passeio sobre a Mata Atlântica.
Chegando à Fazenda Guaxindúva, fomos recebidos carinhosamente por Hermes e Marcela, pai e filha, donos do extenso território. Deram-nos algumas dicas, mas a verdade é que um acampamento de verdade não tem muito segredo, já que se trata apenas de banheiros coletivos, espaços para fogueiras e ausência completa de tecnologias, sinal de celular, 3G e energia elétrica.
Começamos logo a nos organizar, mas já era o meio da tarde e o calor estava de matar. Ou montávamos o acampamento ou tomávamos um banho de cachoeira antes de tudo. Daria tempo? Como somos gente de verdade, a decisão foi unânime a favor do banho (se ficássemos de olho no horário, retornaríamos antes do escurecer para armar as barracas). Cachoeira de verdade é coisa que faz falta, e por isso saímos de lá com a alma lavada!
Chegando de volta, uns iniciaram a montagem das barracas, enquanto outros já agilizavam a montagem de lanches para o grupo. Trabalho de verdade é colaborativo!

jantar colaborativo: macarrão com salsicha
jantar colaborativo: macarrão com salsicha

Após a comilança, banho e acampamento montado, os bravos homens do terceirão carregaram algumas toras e lenhas, enquanto o Josué salvava a pátria das roupas molhadas com um belo varal improvisado. Acampamento de verdade é improviso na certa.
A noite escureceu cada vez mais, e um céu repleto de estrelas se revelou incrível! E em meio a lampião e fogueira (às vezes saíamos de perto para ver as estrelas melhor), colocamos algumas batatas doces para assar. O jantar também já estava no esquema… cachorro quente neles! Tudo feito no fogãozinho de acampamento trazido pelos alunos. Teve marshimelow no espeto também. Além de histórias de terror, piadas e fofocas. Tudo de verdade, incluindo a amizade.
No dia seguinte, todo mundo em pé cedinho, mas nem tanto. E após o café da manhã, saímos para a nossa tão esperada trilha, na Mata Atlântica de verdade, para aprendermos de verdade!
Para encerrar o passeio, mais um banho de cachoeira. Dessa vez, um pouco mais prolongado, pois o calor e o tempo nos permitiam. Logo em seguida, preparamos um belo almoço (macarrão com salsicha) no fogão a lenha do camping, arrumamos a bagunça e retornamos ao Santa.
Aula-passeio inesquecível! Aprendemos o que planejávamos e o que nem mesmo imaginávamos. Eu, a professora Mariana e todos os alunos do 3º ano, que, aliás, foram extremamente responsáveis e colaboraram o tempo todo com a construção de nosso trabalho de campo. Estou começando a achar que o Santa não é uma escola diferente… É uma escola DE VERDADE!

 

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