O problema da escola forte

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Existem muitas razões para a instituição escolar continuar exatamente igual ainda hoje. E a principal delas está ligada ao seu objetivo: ser porta de universidade, ou seja, treinar os alunos para a prova do vestibular.

Apenas com isto, poucos sistemas de ensino conseguem monopolizar o mercado inteiro de escolas. Ou você consegue pensar em mais de cinco nomes de materiais apostilados?

Quanto maior o número de aprovações para estampar outdoors, mais “forte”, mais cara, e mais prestigiada é a escola.

O problema da escola forte é vender uma ideia determinada de sucesso.

Na maioria das vezes, habilidades autênticas ou até sonhos são encobertos para serem encaixados no único objetivo possível. E, não raramente, isso é motivo de grandes frustrações, desânimos, ansiedade, baixa autoestima, etc.

A pergunta é: até quando este modelo vai sobreviver?

A resposta: já vai tarde.

O mercado está ávido por escolas e pessoas inteligentes, com múltiplas habilidades, criativas e conectadas. Os chamados soft skills (habilidades relacionadas a diferentes tipos de inteligência) já são precisamente os mais valorizados em qualquer tipo de trabalho e em qualquer parte do mundo.

A escola deve sim preparar o estudante que deseja cursar uma faculdade. Assim como deve preparar, motivar e cativar o estudante para desejar e conquistar o que quiser.

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