Afinal, nota mede o quê?

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Você já se perguntou sobre a função das notas na escola? 

Elas estão embutidas no histórico de todos os estudantes desde o século 17 e parecem ser inseparáveis da ideia de ensino/aprendizagem.

Seja em forma de escalas que variam de 0 a 10 - por vezes subdivididos em decimais - ou em gradações determinadas com letras, como A, B-, C+, etc. Ela pode também aparecer em forma de conceito, como “Satisfatório” ou “Parcialmente satisfatório”. Mas sempre com caráter classificatório. 

Para Philippe Perrenoud, sociólogo suíço, “Avaliar é – cedo ou tarde – criar hierarquias de excelência...” e “... essas hierarquias têm em comum mais informar sobre a posição de um aluno em um grupo ou sobre sua distância relativa à norma de excelência do que sobre o conteúdo de seus conhecimentos e competências. Ela diz sobretudo se o aluno é “melhor ou pior” que seus colegas”.

Pense nesta situação: um médico, precisando tratar de seus pacientes, não os classifica em ordem crescente, dos menos doentes aos mais doentes. Ele avalia cada paciente, determina quais as suas necessidades para que um tratamento adequado aconteça. 

Com a educação deveria ser igual. Percebeu como a classificação não faz sentido.

As notas foram necessárias em um momento em que a educação não estava ao alcance de todos, para criar escalas e dizer quais crianças receberiam instrução, ou se formariam. 

Em uma escola moderna, que busca superar estes estigmas, a avaliação é formativa: compara o estudante a ele mesmo e não aos demais alunos da turma. Ela relata seu desenvolvimento, aponta as dificuldades e registra o que já foi aprendido. E dispensa as notas, sendo esta uma avaliação qualitativa e não quantitativa. 

Enquanto isso, a escola tradicional continua aplicando o mesmo modelo de avaliação sem questionar a sua função.

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