Jogos Paralímpicos têm significado especial para os alunos do Santa

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Há estudantes em nossa escola que poderiam participar de modalidades esportivas nos Jogos Paralímpicos, que incluem atletas com deficiências físicas (de mobilidade, amputações, cegueira ou paralisia cerebral), além de deficientes mentais.

Justamente por isso, resolvemos dar a oportunidade a todos nossos alunos de experimentar o mundo sob a perspectiva destes atletas, e dos colegas com deficiências.

Desde o início dos Jogos, os alunos do Ensino Fundamental II se debruçaram sobre o assunto nas aulas de Educação Física e apresentaram seminários com a história dos jogos, dos atletas e suas modalidades.

Finalmente na quadra poliesportiva, o professor João Medeiros reservou para eles uma surpresa. Colocou guizos na bola de basquete, vendou a todos e dividiu os times de Goalball!

goalball
Esporte criado especialmente para deficientes

Com os olhos vendados, as crianças passaram pela experiência de confiar em outros sentidos na falta da visão.

“Eu sou quase cego sem os óculos, com os olhos tampados, piorou!”

Para o aluno do 7º ano, Arthur Ferreira, foi uma ideia inovadora que ele nunca teria pensado. Seu time só conseguiu defender duas bolas durante o jogo, mas sentiu que com o tempo foram melhorando o desempenho.

Outras atividades realizadas foram o vôlei sentado e um exercício não olímpico: o passeio guiado.

Em duplas, as crianças colocaram novamente vendas nos olhos e então se deixaram guiar pelo colega em uma caminhada pela escola. Desta vez, a falta do sentido foi compensada pela confiança no amigo, como relatou Arthur: “eu tropecei várias vezes e caí. A Pâmela, minha dupla, me puxou. Tive que confiar nela”.1

A experiência do querido Felipe Lima, do 9º ano, também foi de autoconhecimento. Disse ter aprendido a estimular em si outras formas de competir, pois saiu da sua zona de conforto e teve que superar a si mesmo.

Esperamos que a passagem dos Jogos Paralímpicos pelo Brasil nos faça sempre sentir o desconforto que experimentaram nossos alunos, e que experimentam todos os dias nossos colegas e todas as pessoas com deficiências.

Que os alunos do Santa nunca percam a capacidade de enxergar além de si mesmo, e nunca tampem os olhos para o acolhimento.
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