Escola comemora lançamento de livro científico por estudantes

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A Biblioteca Eliana Mascarenhas ficou aberta até mais tarde neste dia. Exclusivamente para a ocasião permitiu coxinha e refrigerante em seu interior: ia receber um livro escrito por seus próprios alunos! Um filho, praticamente.

Não era para menos, foi um longo processo. O pai de uma das autoras confidenciou que considerou interromper a gestação: “eu chegava em casa todos os dias e minha filha não saía da escrivaninha, só estudava. Comentava com minha esposa para trocá-la de escola (entre risos)… Achei que ela não ia dar conta, só fui conhecer uma Iniciação Científica na faculdade”.

Coquetel de lançamento do livro Iniciação Científica no Ensino Médio: Construção Criativa e Autêntica de Conhecimento

 

A produção do livro Iniciação Científica no Ensino Médio: Construção Criativa e Autêntica de Conhecimento começou junto com o ano letivo de 2016. Os alunos-autores foram os primeiros a encararem o novo formato de Ensino Médio.

Deram vida a um livro com assuntos tão diversos, como um estudo sobre a doença Fenilcetonúria, a análise literária e poética de Impire of the Clouds do grupo britânico Iron Maiden, uma investigação sobre a Cantiga Koman, a exploração da composição química dos remédios, entre outros.

Ao todo, foram publicadas 323 páginas de produções científicas com referências bibliográficas, orientadas por professores especialistas.

 

Iniciação Científica no Ensino Médio

O coordenador Victor Augusto, quem iniciou a aventura, reconheceu o empenho dos estudantes e professores para que o sonho se concretizasse.

“Qualquer iniciativa que tenha duração maior que um semestre em uma escola corre o risco de fracassar. Os alunos mudam, os professores também. O livro é resultado de paixão, carinho e dedicação de todos”, garantiu.

Para o coordenador, o principal desafio foi fazer com que millenials ainda adolescentes escrevessem, eles que são sempre rápidos, fluídos.

Foi um aprendizado não apenas de conhecimento, mas de planejamento, de apropriação de ideias e de esforço.

 

Construção criativa e autêntica de conhecimento

A maioria dos estudantes experimentou a sensação de não saber por onde começar, de nunca haver feito uma pesquisa ou de enfrentar fontes confiáveis de informação.

A segurança aumentava a cada socialização, a cada opinião e troca de experiência entre os colegas.

A dupla que escreveu sobre o trágico voo do dirigível R101 contou que passou tardes e mais tardes na escola pesquisando e escrevendo, com prazer. Foi o melhor trabalho da carreira estudantil do Victor Barwinski, assegurou o próprio aluno.

Para Clara Gregori, depois da Iniciação Científica nenhum trabalho escolar será o mesmo: você se planeja para tudo, até na vida. Não é apenas um livro.

E a ex-aluna Letícia Rosa, que se formou em 2016, fez a grande descoberta: de que o conhecimento não é algo pronto como apresentam as apostilas.

“Como estudantes, provamos que somos capazes de produzir conhecimento. Dentro das normas científicas nossa produção foi validada.”

 

Motivos pra comemorar

O lançamento de um material científico autêntico é para ser celebrado por toda a comunidade escolar, mas também por todos que passaram pelo Santa Felicidade e fazem parte da sua trajetória.

Não apenas pelo lançamento de um produto, mas pelo projeto de escola que vem sendo construído há anos.

Como expressou o coordenador Victor, por meio deste acontecimento a escola cumpre parte do que se propõe: dar voz e ouvir os estudantes. “O livro nada mais é que a voz deles”.

E cumpre com primor, como observou a professora Eliane Cabral. Em época que o conhecimento está disponível e facilmente acessível, as habilidades que os estudantes desenvolveram os coloca em vantagem e “nadando de braçadas”.

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