Conheça a escola japonesa construída para as crianças circularem, literalmente!

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Escola circular: as crianças podem correr pelo telhado
Escola circular: as crianças podem correr pelo telhado

Na escola projetada por Takaharu Tezuka, a cem quilômetros de Tokio, não há paredes e nada que impeça as crianças de “fugirem” das aulas. A construção é circular, e apenas isso garante que elas voltarão.

Fuji Kindergarten é uma escola de jardim de infância montessoriana, e como tal, foi pensada para que a criança protagonize o próprio crescimento. Isso quer dizer que a chave do processo educacional está em permitir que ela explore suas habilidades sem um condicionamento, mas de forma natural e espontânea.

O projeto arquitetônico da empresa Tesuka Architects dá formas a esta filosofia. Cada detalhe no prédio reflete impulsos da vida infantil. Destacamos do vídeo abaixo os principais aspectos que resultaram na escolha pelo formato da escola.

  1. O barulho é muito importante.

    “Quando se coloca muitas crianças em uma caixa silenciosa, algumas delas ficam realmente nervosas.” Takaharu Tesuka defende que o barulho faz parte da natureza infantil, e não o contrário. A criança dorme melhor com ruídos, explica. Em sua visão, um espaço que dê vasão ao barulho é coerente com a pura expressão da criança.

  2. As crianças devem ficar do lado de fora.

    “Se a criança não quer ficar na sala, deixe que ela saia.” O meio ambiente e a curiosidade natural da criança são importantes, por isso a ausência de paredes. Chuva, vento, Sol, devem participar dos estímulos de aprendizagem.

  3. A criança é resiliente.

    “As crianças precisam de uma pequena dose de perigo. Nestas situações elas aprendem a ajudar umas às outras.” A escola possui obstáculos, redes para pendurar-se, e rampas para correr. As crianças transitam livremente e sentem-se desafiadas a superar as barreiras.

  4. Crianças adoram se mover em círculos.

    “Elas correm o tempo todo.” O telhado circular foi inspirado neste princípio. Na Fuji Kindergarten, as crianças chegam a correr em média 6 km em uma manhã.

  5. Não as controle.

    “Não as proteja tanto, elas precisam cair de vez em quando, elas precisam se machucar um pouco. Isto faz com que aprendam a viver neste mundo.” As escolas tradicionais normalmente têm receio de assumir o risco da espontaneidade e impõem regra sobre regra e negam a liberdade. Esta escola assumiu o risco.

 

Assim como a pedagogia de Maria Montessori, a Pedagogia Freinet valoriza princípios de humanização na educação. Mas ainda são poucas as escolas que adotam modelos de educação como estes em nosso país. Gostaríamos de saber: por que nosso sistema educacional resiste a propostas inovadoras?

 

Assista ao vídeo:

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