Caminhos para a educação no século 21

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No último dia 08 de abril, nossa escola esteve representada no I Congresso Brasileiro de Tendências e Inovação na Educação que aconteceu na cidade de Campinas.

Entre os congressistas, participaram educadores de todo o Brasil, neurocientistas, institutos de pesquisa e inovação, empresas de ambiente virtual de aprendizagem e universidades, reunidos para discutir os caminhos da educação para o século 21.

 

Os desafios

Há algo de comum e inquestionável e que desafia as escolas a repensarem a sua prática: a tecnologia da informação mudou rapidamente o mundo e o contexto da educação.

Se o professor foi por muito tempo o depositário do conhecimento e os alunos, por definição, aqueles que não têm luz, isso já não funciona assim. Os estudantes carregam no bolso todo o conhecimento da humanidade, basta dizerem “ok, Google” para acessá-lo.

Há outra característica fundamental a considerar sobre o papel da escola na sociedade: ela foi criada para atender a demandas de mercado. A escola reproduziu o ambiente da fábrica, das carteiras enfileiradas aos conhecimentos fragmentados, aos uniformes, à campainha, etc.

Porém, a transformação digital afetou também o mercado de trabalho e as empresas já não buscam os mesmos profissionais. Segundo pesquisa apresentada pela Inova Consulting,

os empregos que vão sobreviver e se destacar nos próximos 10 anos são aqueles que exigem criatividade, capacidade de resolver problemas e habilidades sociais, como a inteligência social e emocional e a competência intercultural.

 

Um currículo escolar para o século 21

Muitos colégios confundiram esta mudança de paradigma com informatização e substituíram imediatamente seus quadros negros por lousas digitais (e suas apostilas por tablets) sem perceberem a profundidade da transformação.

Na escola do século 21 a tecnologia deve estar presente e acessível em todos os ambientes (não apenas nas salas de aulas), as crianças devem ter contato com linguagens de programação e robótica, mas não apenas isso.

Os caminhos para onde apontam os especialistas e as pesquisas demandam mudanças de outra natureza: o futuro da escola não é apenas digital… O futuro da escola é a humanização da sua prática!

Estará preparada a escola que souber reinventar o seu currículo e guiar seu projeto pedagógico em harmonia com os seguintes aspectos:

 

  • COOPERAÇÃO, TRABALHO EM GRUPO

Os nativos digitais são compartilhadores naturais. Eles precisam de oportunidade para serem colaborativos, para envolverem-se em projetos e discutir ideias. O que é diferente de executar um “trabalho em grupo” em que um faz a capa, outro o sumário, outro copia a Wikipedia, e o resultado é um conhecimento raso e não autêntico.

 

  • RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS

Nossa educação prepara as crianças para evitarem erros, para tentarem adivinhar a única resposta correta que o professor tem em mente.

Um novo currículo sugere que a escola deve entregar aos alunos ferramentas para problematização de assuntos.

O professor deve assumir a posição de tutor e, os alunos, de pesquisadores que formulem hipóteses para os problemas e investiguem possíveis e diferentes soluções.

 

  • HABILIDADES SOCIAIS

O ambiente escolar precisa favorecer o amadurecimento das relações; estimular que as pessoas se importem com os outros, não apenas com os próprios benefícios; permitir que os alunos resolvam seus conflitos e criem as próprias regras de convivência.

 

  • CRIATIVIDADE

Não há dúvidas de que o sistema escolar seja o principal responsável por impor limites à criatividade ao longo do nosso crescimento.

A escola precisa permitir que as crianças cresçam com coragem de errar e de aprender com os erros. Com mentes flexíveis e resilientes. Com habilidades de pensamento interdisciplinar.

 

  • PAPEL ATIVO DO ALUNO

Outra pesquisa, apresentada pelo portal Porvir e nomeada de Nossa Escola em (Re)Construção, ouviu 138 mil estudantes de rede pública e privada de todo o Brasil. O estudo revelou que 72% dos jovens não têm participação alguma nas decisões da sua escola.

Humanizar a educação é colocar as pessoas no centro da escola, saber ouvi-las e respeitá-las.

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