Aula-passeio na casa do Victor

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É assim que começa uma aula-passeio…

As crianças do 2º ano estudavam a geografia do bairro, mas para entender o bairro, acharam necessário entender a cidade. E concluíram que não adiantava nada entender essas coisas sem antes conhecer a geografia do planeta todo. Desse jeito: elas começaram um projeto e mudaram os planos para mais tarde voltar ao estudo principal.

“A primeira coisa que nós fizemos foi ir até a Imagination Room porque lá tem um mapa do mundo de quebra-cabeça”, disse a Cecília, que teve um papel muito importante na pesquisa. Depois foram para a biblioteca separar todo material que encontrassem.

Aí que o Victor teve a ideia: “na minha casa tem um globo esférico em camadas que dão até o núcleo e é do tamanho da Cecília”.

A última informação sobre o globo despertou a verve dos investigadores… Não tinha mais volta, eles precisavam descobrir se o globo era do tamanho da Cecília!

O Victor é de uma família que mudou de endereço para estar próxima à escola. A ideia era perfeitamente realizável, concordou a professora, por que não? E enviou o bilhete para os pais da turma: “Aula-passeio na casa do Victor”.

No dia combinado, a turma saiu pelo portão da escola com sua prancheta na mão.

Quem narrou a aventura até a casa do amigo foi a Luiza, que lembrou do grande cachorro que tiveram que “enfrentar” no caminho. Estava preso atrás do portão, mas era muito bravo.

A casa estava toda preparada para receber a turma. Lá estava o globo, no centro da sala. As crianças sacaram seus cadernos e lápis imediatamente. A primeira constatação: a Cecília era maior. Muito maior, segundo ela. Então, com tranquilidade, exploraram todas as camadas da Terra. A cada descoberta, faziam suas anotações.

Caderno de anotações da Lívia Falkenberg

 

Após as investigações no globo de camadas do Victor, as crianças foram para a cozinha. O lanche da turma estava no capricho, com mini-hambúrgueres, batata-frita e suco de maracujá! Um mimo da família para os pesquisadores.

De volta à escola, as descobertas transformaram-se em uma exposição na Sala do Mundo, com planetas pintados sobre esferas de isopor e fichas técnicas (modelo padronizado “para as crianças pequenas conseguirem ler”). O processo também contou com uma aula do diretor Otávio sobre os movimentos de translação e rotação.

O próximo passo antes de voltarem para o estudo do bairro será outra aula-passeio, desta vez a um planetário (ainda sem data prevista).

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