Aula de matemática com quem entende de números: o banco

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Quem não se lembra, durante o tempo da escola, de alguma vez ter-se perguntado:

“Para quê estou aprendendo isso?”

Certamente aconteceu com todos nós. O currículo escolar prevê uma quantidade fabulosa de conteúdos básicos obrigatórios, que nem sempre têm relação com nossos interesses próprios. Alguém que não optou por seguir atividade relacionada à química, por exemplo, talvez nunca saberá o que fazer com as ligações iônicas que a escola ensinou, ou sequer se lembrará o que são.

A turma do 9º ano conseguiu inverter esta ordem, ir de encontro com suas necessidades e ainda cumprir com o conteúdo.


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Para a maioria das crianças, as aulas de matemática permanecem neste buraco, distante da realidade, do qual custa entender a utilidade de certos códigos.

A professora Letícia (matemática para fundamental 2) se antecipou às desilusões e possibilitou aos alunos tomarem os estudos por outra perspectiva, mudando a pergunta fatídica para:

“O que a escola NÃO ensina e vocês gostariam de aprender?”

Entre as respostas, surgiram aspirações por aprender mecânica de carro, costurar, programar, fazer transações bancárias…

A última observação serviu como um gancho para a professora explorar os conhecimentos das crianças. Com poucas perguntas percebeu a miopia geral sobre o assunto, o que abriu espaço para desenrolar uma bela relação de aprendizado e ir a fundo na aplicação da matemática.

“É simples para alguém comprar um carro à vista?”, disse, começando a série de perguntas. “Quanto custa um carro popular, usado?”, “quanto é o salário mínimo?”.

Diante das expressões de “Travolta confuso”, usaram como exemplo, para ilustrar, um sujeito trabalhador que ganhasse dois salários e vivesse sozinho. Como seria possível que ele comprasse um carro à vista? Com pesquisas simples chegaram a esta planilha:

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Uma vez que o salário mínimo atual vale R$ 880,00 e este trabalhador recebe apenas duas vezes isso, calcularam que ele levaria anos para conquistar seu carrinho usado.

Neste momento, a razão desceu sobre as mentes dos alunos e a sala se iluminou. Queriam aprender sobre financiamento, sobre empréstimos, poupança, juros… Queriam ajudar o rapaz a comprar o carro!

O que se seguiu foi um projeto de matemática financeira, juros compostos e aplicações que terminou em uma visita ao Banco do Brasil, onde fizeram transações de saque e depósitos.

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Aplico na poupança ou compro um celular?

A aluna Lídia tinha juntado em seu cofrinho R$ 460,00 e foi aconselhada a aplicar seu dinheiro em uma poupança para render até que ela completasse 18 anos.

Depois das aulas, calculou que em cinco anos seu dinheiro teria chegado à fortuna de R$ 610,00.

Ela comprou um celular.

One Response

  1. Romildo
    | Responder

    Para quem estiver precisando de aulas de matemática e cálculo, eu deixo
    o link para o meu canal ! Se tiverem dúvidas podem perguntar

    https://www.youtube.com/watch?v=iQooZZIUW8g

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