Fim do Grêmio Escolar? Alunos começam novo modelo de política

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Elaine Medeiros, diretora da instituição, aconselhando os alunos sobre a importância do momento

Na última quarta-feira, 15, teve espaço neste colégio mais uma assembleia geral de estudantes.

Presidida por Luara Patriarca, então presidente do Grêmio, a reunião retomou alguns assuntos pendentes desde o último encontro e lançou para votação uma proposta de reviravolta na vida e organização da escola.

Entre os assuntos retomados, foi lembrado o acordo que permitia aos alunos alimentarem-se dentro de sala de aula, com a condição de preservar o ambiente de estudos limpo.

Vânia Silva, funcionária responsável pela limpeza, foi enfática ao relatar o descumprimento do combinado. Os alunos tiveram o direito suspenso até nova oportunidade para conquistá-lo.

Ainda foram reafirmados os compromissos de utilização dos materiais coletivos, bem como dos espaços pedagógicos e da Casa das Artes.

 

O Grêmio em discussão

A nova proposta de organização foi apresentada por Letícia Rosa, membro da chapa.

Para o Grêmio, o Santa teria alcançado um patamar de gestão compartilhada com os grupos de responsabilidade que dispensaria uma agremiação para representá-los. Ademais, os alunos já têm o direito à livre-expressão garantido, assim como o canal de comunicação aberto entre eles e a direção.

Para Letícia, a gestão do Grêmio estaria passando por uma “crise de identidade” desde as eleições, quando mesmo sem concorrentes, obteve apenas o número mínimo de votos para assumir o mandato.

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Grupo de responsabilidade de Estética desenvolveu e executou projeto de jardim

Nova forma de fazer política

A sugestão de organização que foi levada para votação compreendia o seguinte modelo:

  • Dissolução do Grêmio Estudantil para formarem-se novos grupos de responsabilidade, como grupos de eventos, de esportes e de comunicação.
  • Criação de um grupo responsável por mediar as assembleias. Este grupo apenas levaria para as reuniões as demandas dos estudantes para serem discutidas, bem como zelaria pelas verbas provenientes dos grupos para repassá-las de acordo com as decisões em assembleias.
  • Maior participação de todos os estudantes e menor representatividade.
  • Maior frequência de assembleias gerais.

Aberta a proposta para votação, a maioria considerável dos alunos (cerca de 90%) aprovou o novo modelo de gestão.

A próxima assembleia geral já tem data marcada para o começo do segundo semestre, quando deverá reestruturar os grupos de responsabilidade e dar início ao novo ciclo.

Espera-se que a iniciativa traga um aprendizado profundo de organização e participação social, e que as dificuldades que surgirem de agora em diante sejam bem aproveitadas.

 

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